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quinta-feira, 10 de julho de 2008

Três textos não terminados!

Comecei três textos e não consegui terminar...talvez não sejam mesmo para ser terminados...ou quem sabe consigo finalizar um dia.

Você pode também, se quiser...se conseguir, me apresente o seu final.

Uma vez fiz isso, com uma poesia do livro Dom Casmurro de Machado de Assis...qualquer dia posto aqui.

Aí estão:


O AMOR


O amor está tão banalizado nos últimos tempos...é “eu te amo” para cá, “eu te amo” pra lá, sem amar, sem esse sentimento ta sublime. O amor é algo que transcende, que ultrapassa limites e todos os sentimentos bons, talvez ele seja até a junção desses sentimentos, mas ele não é banal.
Óbvio que é preferido o “eu te amo” ao “eu te odeio”, causador de tantos atritos e tantas guerras, mas ainda assim pode-se falar de outros sentimentos bons, sem banalizar.
Podemos amar pessoas e situações.Amor às coisas existe, mas é um amor doentio visto que tudo que é material não foi feito para o amor.
O amor tem seu jeito, suas características próprias e depende muito de quem o sente. Pode chegar sorrateiramente e invadir de uma maneira espetacular. Pode chegar explodindo, causando euforia e aos poucos ir se abrandando até que a gente se acostume com ele (não estou falando de paixão...existem amores assim também). E existe o amor à primeira vista, eu acredito nele, mas acho que é tão difícil quanto ganhar numa loteria, acredito que só acontece quando se trata de almas gêmeas...



SAUDADE

Pensei em muita coisa para escrever, mas não sabia qual caberia melhor, ia falar sobre o amor, mas vou com calma aqui...vou falar de algo tão forte e intenso quanto: a saudade.

Saudade, palavra que só existe no idioma galego-português, ou seja, o nosso!
Expressa ausência, falta...
Sentimos saudades das coisas boas e até do que não vivemos e de pessoas que não conhecemos e isso eu acho incrível....como podemos sentir saudade só de imaginar o que poderíamos viver?



COSTUME, ROTINA

“Tanta gente morrendo por aí e eu querendo morrer e não morro”

Essa frase eu escutei hoje pela manhã no ônibus e logo em seguida veio uma voz de calmaria:

“Não fala isso, Deus dá forças para continuar, muitas vezes a gente pensa besteira, mas você é nova, vai vencer, dar conforto e bom estudo para os seus filhos...”

Quando olhei para o lado, vi duas jovens senhoras conversando, por volta dos seus 40 anos.
As palavras da segunda mulher foram mexendo comigo, mais uma vez, o poder das palavras...ela falava do fundo do coração, como se fosse um anjo em um momento difícil.
Não vou falar de Deus, de anjos ou das palavras, mas achei que seria interessante começar o que quero falar com esse diálogo. Quero falar hoje sobre as rotinas e os costumes.
Deixando de lado a questão dicionarística, ou seja, o real significado das duas palavras, para mim rotina é fazer repetidamente e costume é comportamento habitual, muitas vezes impensado.
A gente fala e faz coisas das quais nem se dá conta...

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Um pouco sobre Deus...por mim.

Ju: Eu queria ir ver a orquestra na sexta, mas não vai dar, já vou ter ido para São Paulo.
Mãe: (já sabendo, só querendo confirmar) vai fazer o que em São Paulo?
Ju: Vou encontrar meus amigos.
Mãe: E quando você vai encontrar com Deus?
Ju: Deus não está só na igreja.

Esse diálogo aconteceu na terça-feira e até agora está remoendo aqui.
Não vou entrar no mérito de falar sobre a Igreja, quero falar sobre Deus.



Acredito em Deus!
Acredito que ele é amor e que está em tudo o que fazermos, vivemos e somos.
Deus está em mim, vive em mim.
Vive no outro também.
Quando amo o outro, quando me alegro com outras pessoas, amo a Deus, me alegro com Deus.
Eu me encontro com Deus todos os dias.

Encontro-me com Deus quando levanto....
Quando canto desafinadamente embaixo do chuveiro...
Quando lavo a louça que está na pia, para que o outro não precise fazer...
Quando pego o ônibus sem reclamar do quanto ele demorou ou está cheio. Quando saio mais cedo e pego o ônibus um ponto antes para sentar e seguro a bolsa de alguém ou cedo meu lugar...
Quando desço do ônibus e caminhando para o serviço dou bom dia para quem está na minha frente, quando falo com pessoas que não conheço, dou informações ou apenas sorrio....
Quando recebo um sorriso...
Quando ligo para meus amigos ou converso para saber como estão as coisas...
Quando me alegro com eles e quando escuto todas as mágoas ou tristezas...
Quando aconselho sem saber de onde as palavras vêem...
Quando durante o dia eu me entristeço, mas não abato...
Quando tiro boas notas para alegrar minha mãe...
Quando me convidam para sair e eu não vou, preferindo ficar com minha família...(quantas vezes!)
Quando saio e me divirto, sem beber, sem fumar, apenas pelo fato de estar com amigos, de sentir um pouquinho do que é liberdade....
Quando fico no sofá de casa, vendo tv, zapeando canais e pensando “quanta porcaria!”...
Quando me emociono com um comercial, com livros e filmes que contam histórias, verdadeiras ou não, mas que tocam e ensinam algo...
Quando deito na minha cama, de noite e O agradeço pelo meu dia, peço desculpas pelo que fiz de errado e peço saúde, paz e proteção para a minha família e não para mim...
Quando durmo com a consciência tranqüila e aguardo um novo dia...

Eu só queria saber se é tão difícil assim notar que Deus está em mim!