
Hoje eu não tive inspiração para escrever.
Mas existem pessoas que escrevem magnificamente palavras que refletem o que penso, o que sinto.
Essa é a coisa mais incrível do mundo para mim: a sintonia entre os seres. Pessoas sentirem exatamente como nós.
O texto a seguir é a parte que mais gosto do livro Ensina-me a viver, de Colin Higgins, o livro que mais mexeu comigo.
Mas existem pessoas que escrevem magnificamente palavras que refletem o que penso, o que sinto.
Essa é a coisa mais incrível do mundo para mim: a sintonia entre os seres. Pessoas sentirem exatamente como nós.
O texto a seguir é a parte que mais gosto do livro Ensina-me a viver, de Colin Higgins, o livro que mais mexeu comigo.
“- E você Harold, que flor gostaria de ser?
Harold esfregou o nariz.
- Não sei. Sou uma pessoa comum – e fez um gesto em direção a um campo de margaridas que cobria as colinas – Talvez uma dessas.
- Por que disse isso? – perguntou Maude, meio perturbada.
- Acho que elas são todas iguais – respondeu ele, manso.
- Ah, mas não são! Veja!
E levou-o para um amontoado de margaridas.
Harold esfregou o nariz.
- Não sei. Sou uma pessoa comum – e fez um gesto em direção a um campo de margaridas que cobria as colinas – Talvez uma dessas.
- Por que disse isso? – perguntou Maude, meio perturbada.
- Acho que elas são todas iguais – respondeu ele, manso.
- Ah, mas não são! Veja!
E levou-o para um amontoado de margaridas.

- Está vendo? Algumas são menores, outras gordas, algumas crescem para a esquerda, outras para a direita e outras têm pétalas faltando... uma grande variedade de diferenças, isso sem falar no aspecto bioquímico. São como os japoneses, Harold. A princípio você acha que são todos iguais, mas, depois que começa a conhecer cada um deles, você vê que não há uma só repetição no grupo. Exatamente como no caso das margaridas. Cada pessoa é diferente, nunca existiu uma igual, nem jamais existirá. – Colheu uma margarida – Um indivíduo.
Sorriu e ambos levantaram-se”.
